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A velha casa de taipa, com imagens de barro e elementos religiosos nos remete a um lugar que preserva a tradição popular nordestina. Tem rádio de pilha, esculturas do boi de reis e uma xilografia gigante. Esse é o cenário do Cafundó, programa da TV Assembleia, que a partir de abril será transmitido em rede nacional pela TV Câmara, feito inédito para uma TV Legislativa. Em dois anos já são 121 edições do programa que faz um resgate da cultura popular, mostrando as superstições do povo, a literatura de cordel, a música de viola, os causos, a gastronomia e entrevistas com artistas, aproximando a TV Assembleia da população do Rio Grande do Norte. Sempre com estreias aos sábados, às 12h, e reprises na terça-feira, às 15h e sexta-feira, às12h.

O nosso anfitrião no Cafundó responde pelo nome de Geraldo Maia, jornalista, ator, pesquisador e professor de cultura popular. De chinelo de couro, chapéu de palha, blazer curto, com recortes de imagens regionais, ele nos recebe antes da gravação do programa. O papo é esticado, sem pressa, conforme nos recantos do sertão. Discurso de quem acredita no que faz e está orgulhoso pelo reconhecimento.

“O Rio Grande do Norte tem uma produção cultural intensa. Sem evidência não há artista. Hoje as pessoas perderam o sentido da curiosidade. O Cafundó é essa evidência, mostra as manifestações culturais e seus significados”, defende Geraldo Maia.

Com o apelo de divulgar a cultura popular nordestina, o Cafundó ganhou a simpatia dos diretores da emissora nacional, pois conta e canta a realidade do homem do campo, com sua riqueza cultural e expressões que fazem parte do dia a dia dos nordestinos sem que eles reflitam sobre sua origem e significado. O Cafundó questiona, esclarece. O diretor do programa, o publicitário Paulo Braga, foi um dos primeiros a acreditar no projeto no formato televisivo. “Quando Geraldo chegou com a ideia sabia que dava certo para TV. Para a equipe foi um reconhecimento ao trabalho”, comemora.

A inspiração vem das pesquisas publicadas pelo folclorista potiguar, Câmara Cascudo. O apresentador já leu mais da metade da bibliografia, compilando os destaques em um documento que reúne mais de 400 páginas e serve como fonte de pesquisa. A partir de agora, a preocupação da equipe é se comunicar de maneira global, sempre informando com detalhes a localização para que os telespectadores de cada lugar do país possam compreender com precisão as questões tratadas no programa. A ideia é também divulgar as manifestações culturais de outros estados. O diretor da TV Assembleia, o jornalista Maurício Pandolphi, divulgou o Cafundó em um workshop sobre TV Digital realizado em São Paulo. “É uma vitória para o Estado. Ficou evidente que a TV Assembleia tem uma linha editorial abrangente de divulgação da cultura popular”, declarou.

Sobre o Autor:

Estudou em escola pública de Barreiras, Escola Municipal Alferes Cassiano Martins [Macau] e na Escola Estadual winston churchill [Natal], formado em Ciências Econômicas e pós-graduado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, funcionário público.

1 Comment

  1. JOSE PADOVANI DA SILVA

    espero que voçê francisco gomes conhecido popularmente como chico de papagaio não se meta na TV da assembleia pois onde voçê mete a mão nada dar certo junto com nelson mendonça outro incompetente tire pela gerenciamento da scentral dos cidadões que nada funciona voç~e pode enganar ricardo mota mais o povo conhece voçês dois muito bem

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