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Surpreendidos com a decisão do governo de liberar saques ao FGTS, empresários da construção dizem que não haverá consequência imediata da medida para financiamento imobiliário, pois o fundo tem patrimônio grande. Em alguns anos, contudo, podem faltar recursos.

“A causa é nobre, mas fica o alerta: vai ficar mais difícil comprar a casa própria no longo prazo”, diz Ronaldo Cury, vice-presidente do Sinduscon-SP [sindicato da indústria da construção]. O FGTS é a principal fonte de recursos para o setor imobiliário.

Para Rubens Menin, presidente do conselho de administração e principal acionista da MRV, uma das maiores incorporadoras do país, o governo deveria ter ao menos limitado o valor para saque.

“Não foi inteligente. Ficou muito pior do que era”, diz Menin, que também é presidente da Abrainc [Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias].

Segundo ele, parte do valor sacado não será injetada na economia, mas transferido para outras aplicações.

“Um número grande de contas inativas pertence a quem arrumou um emprego melhor e, por isso, não foi demitido e não sacou o fundo. Essas pessoas vão pegar o dinheiro e investir onde renda mais”, diz Menin.

O cálculo do governo é distinto. Segundo Temer, cerca de 86% das contas inativas têm saldo inferior a um salário mínimo, ou R$ 880.

Sobre o Autor:

Estudou em escola pública de Barreiras, Escola Municipal Alferes Cassiano Martins [Macau] e na Escola Estadual winston churchill [Natal], formado em Ciências Econômicas e pós-graduado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, funcionário público.

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