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Arquivos da categoria Polícia

PM_GovernoDepois de uma reunião na manhã de ontem, terça-feira, 14, representantes dos policiais e bombeiros militares que protestam por melhores condições financeiras e de trabalho chegaram a um acordo com o governo do Rio Grande do Norte, que aceitou a maioria das exigências do movimento.

Segundo a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, o governo concordou com 702 promoções de policiais relativas a dezembro de 2016; com o pagamento dos militares promovidos em agosto do mesmo ano, previsto para fevereiro; e com o pagamento retroativo dos promovidos em dezembro de 2015 e nos meses de abril e agosto do ano seguinte.

O ato dos policiais militares e bombeiros em frente à Governadoria, em Natal, começou às 9h. As mulheres dos militares também participaram da manifestação. Os líderes do movimento foram convidados para a reunião com o governador Robinson Faria e a cúpula da segurança pública por volta das 10h30.

presisidio
As bandeiras nos telhados da Penitenciária Estadual de Alcauz, antes de facções criminosas, agora dão lugar às bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Norte e do sistema penitenciário. Políciais do Grupo de Operações Especiais (GOE) do governo do Rio Grande do Norte e agentes penitenciários da força-tarefa federal entraram nesta sexta-feira (27), de surpresa, na penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta (RN), para retomar o controle do presídio. Logo após a ação, a bandeira do Brasil foi hasteada onde antes ficavam as bandeiras das facções criminosas. Não houve confronto.

A polícia e os agentes penitenciários federais invadiram os pavilhões 4 e 5 do presídio por volta das 5h. Poucos minutos depois, os agentes hastearam uma bandeira do Brasil e outra do Rio Grande do Norte sob o pavilhão 5, o chamado Presídio Rogério Coutinho Madruga.

CapturarCenário do massacre de 26 presos e sem controle do poder público há mais de uma semana devido à guerra entre facções criminosas, a prisão de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, tem a origem de seus problemas há quase três décadas, quando saiu do papel com base num trabalho de conclusão de curso de duas alunas de arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Prevista originalmente num terreno rochoso na cidade de Macaíba, a 14 km de Natal, a planta foi adaptada e erguida sobre dunas no município de Nísia Floresta, ao lado da capital potiguar –com características que facilitaram a presença de esconderijo de armas e fugas com túneis escavados na areia.

Entre domingo (22) e segunda (23), por exemplo, policiais da Força Nacional encontraram três túneis ao redor de Alcaçuz –um deles camuflado com galhos de árvores, e outro só descoberto após a chuva levar parte da areia.

Além disso, apesar da entrada da PM no complexo na sexta (20), houve uma nova tentativa de fuga na madrugada desta segunda, pelo telhado. Um agente penitenciário percebeu a movimentação e disparou –um detento foi atingido no braço.

As falhas da prisão construída são reconhecidas por uma das arquitetas do projeto, para quem elas não estão especificamente nas dunas. “O problema é que normas de seguranças, como fundações bem feitas e muros reforçados, não foram realizadas corretamente. O projeto não foi seguido”, diz Rosanne Azevedo de Albuquerque, 50, hoje professora universitária.

Rosanne era estudante na faculdade quando, junto com a colega Lavínia Negreiros, decidiu fazer um projeto de presídio. “Era um trabalho de conclusão de curso sem nenhuma ambição”, afirma.

As duas criaram um presídio que tinha quatro pavilhões e áreas voltadas à educação, tratamento médico e oficinas. Na apresentação, receberam nota máxima. O governo se interessou e comprou a ideia. “Nem me lembro quanto pagaram, mas não foi muita coisa”, diz Rosanne.

As duas arquitetas puderam visitar a construção apenas no início. Depois, acabaram nem sendo convidadas para a inauguração, em 1998, na gestão do então governador Garibaldi Alves Filho, hoje senador pelo PMDB. Veja mais (aqui).

presidio_alcacuz_RNFora do controle, situação em Alcaçuz cada vez mais assusta o natalense, que sofre com o terrorismo nas ruas da cidade. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa do Rio Grande do Norte – Sesed, manteve contato com chefes de facções criminosas para tentar retomar nesta semana o controle da penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal. O presídio, o maior do Estado, foi palco da matança de pelo menos 26 detentos no fim de semana. O secretário de Segurança Pública e Defesa Social – Sesed, Caio Bezerra, disse que os chefes de facções foram informados que a polícia não iria mais permitir confrontos entre criminosos.

Em vídeo divulgado ontem, com mensagem do governador Robinson Faria, exibido em post no blog é Francisco Gomes Robinson afirma que não negocia com bandidos. Mas, não é o que se sabe. Imagens registradas mostram policias negociando com marginais nas dependências do presídio. Uma delegada de Polícia Civil e um oficial da Polícia Militar comandam as conversas com criminosos.

Nesta quarta-feira, 18, 220 presos ligados ao Sindicato do RN foram retirados de Alcaçuz e levados para a Penitenciária Estadual de Parnamirim, de onde detentos foram retirados para serem transferidos a outras prisões.

Inicialmente, o governo planejava fazer uma permuta e levar para Alcaçuz 116 detentos sem ligações com facções que estavam Parnamirim. Mas tudo foi por água abaixo com decisão judicial da juíza corregedora responsável pelo presídio, que impediu a transferência.

onubus_macau_fogoUm ônibus foi incendiado na cidade de Macau no inicio desta noite, mas ainda não se sabe da relação com o que tem ocorrido na Capital Potiguar, nesta quarta-feira, 18. Um total de 12 ônibus foram queimados em um intervalo de menos de uma hora em Natal.

A capital potiguar vive uma crise no sistema penitenciário com rebelião, que segundo nota oficial do governo vitimou 26 pessoas na Penitenciária de Alcaçuz, no sábado passado.

Em Natal os crimes tem relação com a disputa entre facções criminosas.

Em Macau, em contato com o Plantão da Delegacia Civil, segundo o agente Wilson, ainda não se sabe detalhes do ocorrido e que até o momento nenhuma ocorrência fora feita por parte do proprietário ou motorista do transporte.

Não está confirmado também uma ligação com facções.

Nas redes sociais corre que ameaças foram feitas por criminosos sobre atear fogo no prédio das marisqueiras.

O Globo deste sábado, 7, aponta o Estado do Rio Grande do Norte como um dos cinco sob risco de conflitos envolvendo facções do crime, como as ocorridas no Amazonas e Roraima nesta semana que passou.

O levantamento ainda aponta os estados do Acre, Ceará, Paraíba e Santa Catarina foi feito com base em investigações feitas por Ministérios Públicos locais e relatos de agentes penitenciários.

O Estado está em alerta porque a facção Sindicato do Crime (SDC) ou Sindicato RN, é comandada por Gelson Lima Carnaúba, o G, também líder da Família do Norte (FDN), do Amazonas.

O SDC surgiu há dois anos como forma de se opor ao crescimento do PCC no estado. Em agosto do ano passado, a facção foi responsável por ataques em 38 cidades. Ao menos três detentos foram mortos nas cadeias.

Ao longo de 2016, foram registrados cerca de 30 suicídios de detentos. Segundo o Ministério Público, porém, esses presos foram mortos”, diz trecho da reportagem.

azevedoO Estado do RN tem novo comandante da Polícia Militar, trata-se do Coronel André Azevedo, que assume o comando da PM, depois do pedido de exoneração do Coronel Dancleiton Pereira que ficou 10 meses no cargo. Dancleiton deixou o cargo na última sexta-feira, 23, alegando razões pessoais.

Nomeado pelo governador Robinson Faria o coronel André Azevedo é bacharel em direito e atualmente vinha comandando o Gabinete de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça. Ele leciona as disciplinas de Armamento e Tiro e Teoria Geral da Administração em cursos da Polícia Militar, e também foi diretor de pessoal, diretor de ensino e presidiu a Comissão de Projetos e Convênios da PMRN.

to_govO governador do Tocantins Marcelo Miranda [PMDB] e o secretário de infraestrutura Sérgio Leão são alvos de uma operação da Polícia Federal contra corrupção e lavagem de dinheiro no estado. O ex-governador Siqueira Campos foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento.

Segundo a PF, a operação chamada Reis do Gado, deflagrada nesta segunda-feira [28], também cumpre mandados no DF, GO, PA e SP. O suposto esquema de fraudes em licitações públicas envolvia empresas de familiares e pessoas de confiança do governador e aconteceu entre 2005 e 2012, segundo a PF.

Até o momento, foram identificados que R$ 200 milhões foram efetivamente lavados.

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G1-Rio de Janeiro – A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira [17], o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral sob a acusação de cobrança de propina em contratos com o poder público. O ex-governador foi alvo de dois mandados de prisão preventiva, um expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e outro pelo juiz Sergio Moro, em Curitiba. Além de Cabral, outras nove pessoas tinham sido presas até as 7h30.

A ação tem o objetivo de investigar o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, cujo prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões.
Além de Cabral, até as 8h15 tinham sido presos preventivamente: Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho [ex-secretário de governo do RJ]; Hudson Braga [ex-secretário de obras]; Carlos Emanuel de Carvalho Miranda; Luiz Carlos Bezerra; Wagner Garcia; José Orlando Rabelo; Luiz Paulo Reis. E foram cumpridos mandados de prisões temporárias expedidos contra Paulo Fernando Magalhães Pinto e Alex Sardinha da Veiga.

Uma das operações é a Calicute, considerada um braço da Operação Lava-Jato no Rio, que tem como base a delação premiada do empresário Fernando Cavendish. A esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, também é alvo de condução coercitiva por essa operação. A outra ação é da Lava-Jato, que teve como base a delação da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia.

Ao todo, a Operação Calicute visa cumprir 38 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 14 conduções coercitivas.

A polícia chegou à casa de Cabral, no Leblon, Zona Sul do Rio, por volta das 6h. Cabral e os outros acusados são suspeitos de receber propina em troca da concessão de obras públicas como a reforma do Maracanã e a construção do Arco Metropolitano.

A investigação teve como ponto de partida as delações de Clóvis Primo e Rogério Numa, executivos da Andrade Gutierrez, feitas no âmbito do inquérito do caso Eletronuclear.

O mandado expedido pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, visa cumprir, de forma coordenada, 14 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão preventiva e 1 mandado de prisão temporária.

A operação foi batizada de “Calicute”, região da Índia onde o descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral, teve uma de suas maiores tormentas.

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