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Arquivo por Tag: Política

A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (17) que “o segundo golpe” no Brasil acontecerá caso seu padrinho político e antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seja impedido de ser candidato ao Planalto em 2018.

Em defesa das eleições diretas, Dilma afirmou que há duas possibilidades de Lula não concorrer ao pleito do ano que vem: não havendo eleição ou havendo condenação do ex-presidente, que é réu em cinco ações penais –três delas no esteio da Operação Lava Jato.

eunicio_pmdbEleito presidente do Senado nesta quarta-feira (1º) por 61 dos 81 colegas, Eunício Oliveira (PMDB-CE) usou seu discurso de apresentação para enviar recados enfáticos a cada um dos três Poderes.

Ao Congresso, assegurou que atuará como uma espécie de embaixador dos políticos. Ao governo Michel Temer, prometeu parceria na aprovação de reformas e unidade para superar a crise.

A única mensagem dura foi feita de maneira velada e endereçada ao Judiciário. Sem citar o Supremo Tribunal Federal ou a Operação Lava Jato, Eunício prometeu “ser firme, duro e líder quando um Poder parecer se levantar contra outro Poder”.

O PMDB está na presidência da Casa desde 2001.

Eunício citou o combate à corrupção em só uma ocasião de sua fala, ao dizer que atuará para que a Casa “não perca a corrente contemporânea da luta contra a corrupção”.

gerdel_cunhaG1 noticia hoje a operação Cui Bono, que envolvem Gerdel Vieira e Eduardo Cunha em esquema que facilitava empréstimo à empresas com retorno de propina. O relatório da Polícia Federal aponta que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) atuava “em prévio e harmônico ajuste” com o ex-presidente da Câmara, deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para facilitar a liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal a empresas e, em troca, receber propina.

Geddel, que foi ministro de Michel Temer, foi alvo de operação nesta sexta-feira (13), deflagrada para apurar um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica entre 2011 e 2013. Ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa no período investigado pela PF.

A operação, batizada de Cui Bono, se baseia em informações encontradas em um celular em desuso apreendido pela polícia em dezembro de 2015 na residência oficial do presidente da Câmara. Na época, era o deputado cassado Eduardo Cunha que morava no local.

Segundo a PF, o celular apreendido continha “intensa troca de mensagens eletrônicas entre o presidente da Câmara à época e o vice-presidente da Caixa Econômica Federal de Pessoa Jurídica entre 2011 e 2013”.

No despacho que autorizou a operação, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira cita o relatório da PF e a atuação de cada um dos investigados. Além da liberação de créditos da Caixa, as investigações apontam que os dois peemedebistas fornecia informações privilegiadas.

De acordo com o juiz, a Polícia Federal aponta que o “grupo criminoso” era formado, além de Geddel e Cunha, pelo ex-vice-presidente da Caixa e delator da Operação Lava Jato Fábio Ferreira Cleto e pelo doleiro Lúcio Funaro, que está preso e é réu na Lava Jato.

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Na Paraíba o senador tucano, Cássio Cunha Lima, em entrevista em rádio afirma que o presidente Temer, não conseguirá concluir o mandato tampão, ocasionado pelo golpe. O senador paraibano somente viu o estrago da entrevista no dia seguinte que a bomba que soltou no Palácio do Planalto.

O PT e movimentos sociais ligados ao partido estavam inconformados com o fato de o senador Jorge Viana [PT-AC] ter se movimentado intensamente para evitar que Renan Calheiros [PMDB-AL] fosse afastado da presidência do Senado.

PTistas torciam para Viana assumir como forma de empurrar o governo de Michel Temer definitivamente para a crise, com dificuldade de aprovar qualquer medida do pacote econômico que apresentou.

Viana diz que trabalhou até contra ele mesmo em nome da estabilidade do país. “Temos que separar as coisas. Eu estava mediando conflitos e não poderia ser agente da crise”, disse o senador à coluna.

PT um partido perto do fim.

camara-desfigura-pacote-contra-a-corrupcaoNa calada da noite, deputados incluíram medidas controversas e retiraram propostas consideradas essenciais do projeto

Em uma votação que varou a madrugada desta quarta-feira, o plenário da Câmara aprovou uma série de mudanças no pacote de medidas contra corrupção proposto pelo Ministério Público Federal. Para o relator do projeto, deputado Onyx Lorenzoni [DEM-RS], o pacote foi completamente desconfigurado.

Apesar de terem desistido de incluir no pacote a anistia à prática do caixa dois, os deputados incluíram medidas controvérsias e retiraram do textos propostas consideradas essenciais do projeto. O projeto seguirá agora para a apreciação do Senado.

“O objetivo inicial do pacote era combater a impunidade, mas isso não vai acontecer porque as principais ferramentas foram afastadas. O combate à corrupção vai ficar fragilizado e, com um agravante, que foi a essa intimidação dos investigadores”, disse o relator.

caleroA gravação feita pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de uma conversa com o presidente Michel Temer mostra um diálogo protocolar com o peemedebista, em que Temer aceita a demissão de Calero. O conteúdo da gravação, entregue pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal – STF, nesta terça-feira, 29, foi divulgado hoje pela GloboNews.

“Eu fiz uma reflexão muito grande de ontem para hoje e agradeço muito por o… por o senhor ter insistido, mas eu realmente quero pedir minha demissão e quero que o senhor aceite, por gentileza, porque eu não me vejo mais com… com condições e espaço de estar no governo”, disse Marcelo Calero a Michel Temer.

O presidente respondeu que “tudo bem. Se você não… se é sua decisão, viu, ô Calero, tem que respeitar. Ontem acho que até fui um pouco inconveniente, né? Insistindo muito para você… pra você permanecer é… confesso que não vejo razão para isso mas você terá as suas razões”. O ex-ministro da Cultura diz, então, “sem dúvida”.

Calero também gravou uma conversa com o secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, em que o interlocutor de Calero fala vagamente sobre um “pedido protocolar” a ser feito no Iphan a respeito da situação do apartamento do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

“É, eu… eu tô te ligando que… é… eu tô dando entrada com pedido protocolar. Protocolar o recurso lá no Iphan”, disse Rocha, que teve a seguinte resposta do ex-ministro: “tá. Mas eu… eu… eu até falei com o presidente, Gustavo, eu não quero me meter nessa história não”.

Em uma provável referência a Michel Temer, Gustavo Rocha afirma que “o que ele me falou pra… pra falar era, ‘veja se ele encaminha, e não precisa fazer nada, encaminha pra AGU [Advocacia-Geral da União]’. Falou isso comigo ontem, né? Aí eu falei ‘não, eu falo isso com ele’”.

Em depoimento à Polícia Federal, Calero relatou que Temer o orientou “para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU, porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução”.

Após Rocha mencionar a orientação de remeter o assunto à AGU, Marcelo Calero diz que vai refletir e muda de assunto. “Bom… tá, eu vou… eu vou fazer uma reflexão aqui, Gustavo. Agora mudando de assunto: Ancine. É… eu pedi uma correção pro texto que me chegou hoje de manhã e… eu tô dependendo da velocidade aqui do nosso jurídico…”.

calero_temerOntem, domingo, 27, as atenções do mundo político, todas foram voltadas para a entrevista que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero concedida à jornalista Renata Lo Prete da Rede Globo no programa Fantástico. Um teaser exibido no “Jornal Nacional” do sábado, 26, demonstra o potencial das revelações feitas pelo diplomata ao programa Fantástico.

Depois da demissão do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, se instaurou mais uma crise no Palácio do Planalto e dessa vez com maior repercussão, envolvendo diretamente desta vez o presidente Michel Temer no foco do problema.

Calero afirma que pediu demissão do cargo após ser pressionado para aprovar a construção de um edifício em área tombada de Salvador, onde o agora também !ex-ministro Geddel Vieira seria um dos beneficiários com a construção, já que é dono de um apartamento no prédio em questão.

Nas redes sociais o ex-ministro Calero admitiu ter gravado conversas com o presidente Temer, entre outros integrantes do governo dito em entrevista ontem no Fantástico.

O presidente Temer é acusado de “enquadrar” Calero para favorecer o amigo e Geddel, ex-ministro da Secretaria de Governo e seu principal articulador político. A oposição, diante da gravidade da situação, já fala em pedir o impeachment de Temer.

O governo até tenta esconder, mas a gravidade da crise é tão grande, mas tão grande que foi capaz de gerar momentos como o de ontem, que reuniu em pleno domingo para entrevista coletiva os três presidentes – Temer [Brasil], Calheiros [Senado] e Rodrigo Maia [Câmara], para uma demonstração de tranquilidade, desmanchada por Temer e a sua insegurança nas palavras durante a entrevista.

A verdade é que a pauta da entrevista era para dar uma satisfação a população quanto o projeto anticorrupção, onde Temer afinou os discursos de Calheiros e Maia, afirmando que o projeto deve ser votado pelo plenário da Casa na próxima terça-feira [29], sem a anistia a crimes eleitorais.

Mas, Temer estava nervoso e dizia que quando conversar se precavia sempre para não falar muito, dizer palavras de comprometimento. Foi horrível!

 

E o senador Agripino Maia presidente do DEM e Aliado do Planalto, Zé disse que tem que dar ao presidente Michel Temer [PMDB] a chance de se defender, onde seja, a chance que Dilma não teve.

Agripino diz ainda que os fatos que envolvem Gerdel e Temer não geram “crise” no governo.

“O assunto tem que ser melhor explicado. Em que contexto [Calero] deu essa declaração? Depois tem que ser dada a oportunidade ao presidente para que ele dê sua versão. Mas não tem crise. São fatos que se sucedem, seria melhor que não estivessem acontecendo, mas não chega a significar uma crise”, disse Agripino.

senado_ppecOs senadores aprovaram em primeiro turno com 58 votos favoráveis e 13 contrários, a Proposta de Emenda à Constituição [PEC] 36/2016, que acaba com as coligações partidárias nas eleições proporcionais (vereadores e deputados) e cria uma cláusula de barreira para a atuação dos partidos políticos. O objetivo é diminuir o número de legendas partidárias no país. A PEC ainda terá de ser votada em segundo turno pelos senadores antes de ser enviada para a Câmara, o que deve ocorrer até o fim do mês.

De acordo com o texto, as coligações partidárias nas eleições para vereador e deputado serão extintas a partir de 2020. Atualmente, os partidos podem fazer coligações, de modo que as votações das legendas coligadas são somadas e consideradas como um grupo único no momento de calcular a distribuição de cadeiras no Legislativo.

Políticos que se elegerem por partidos que não tenham sido capazes de superar a barreira de votos terão asseguradas todas as garantias do mandato e podem mudar para outras legendas sem penalização. Em caso de deputados e vereadores, os que fizerem essa mudança não serão contabilizados em benefício do novo partido no cálculo de distribuição de fundo partidário e de tempo de rádio e televisão.

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