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Arquivo por Tag: Política

caleroA gravação feita pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de uma conversa com o presidente Michel Temer mostra um diálogo protocolar com o peemedebista, em que Temer aceita a demissão de Calero. O conteúdo da gravação, entregue pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal – STF, nesta terça-feira, 29, foi divulgado hoje pela GloboNews.

“Eu fiz uma reflexão muito grande de ontem para hoje e agradeço muito por o… por o senhor ter insistido, mas eu realmente quero pedir minha demissão e quero que o senhor aceite, por gentileza, porque eu não me vejo mais com… com condições e espaço de estar no governo”, disse Marcelo Calero a Michel Temer.

O presidente respondeu que “tudo bem. Se você não… se é sua decisão, viu, ô Calero, tem que respeitar. Ontem acho que até fui um pouco inconveniente, né? Insistindo muito para você… pra você permanecer é… confesso que não vejo razão para isso mas você terá as suas razões”. O ex-ministro da Cultura diz, então, “sem dúvida”.

Calero também gravou uma conversa com o secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, em que o interlocutor de Calero fala vagamente sobre um “pedido protocolar” a ser feito no Iphan a respeito da situação do apartamento do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

“É, eu… eu tô te ligando que… é… eu tô dando entrada com pedido protocolar. Protocolar o recurso lá no Iphan”, disse Rocha, que teve a seguinte resposta do ex-ministro: “tá. Mas eu… eu… eu até falei com o presidente, Gustavo, eu não quero me meter nessa história não”.

Em uma provável referência a Michel Temer, Gustavo Rocha afirma que “o que ele me falou pra… pra falar era, ‘veja se ele encaminha, e não precisa fazer nada, encaminha pra AGU [Advocacia-Geral da União]’. Falou isso comigo ontem, né? Aí eu falei ‘não, eu falo isso com ele’”.

Em depoimento à Polícia Federal, Calero relatou que Temer o orientou “para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU, porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução”.

Após Rocha mencionar a orientação de remeter o assunto à AGU, Marcelo Calero diz que vai refletir e muda de assunto. “Bom… tá, eu vou… eu vou fazer uma reflexão aqui, Gustavo. Agora mudando de assunto: Ancine. É… eu pedi uma correção pro texto que me chegou hoje de manhã e… eu tô dependendo da velocidade aqui do nosso jurídico…”.

calero_temerOntem, domingo, 27, as atenções do mundo político, todas foram voltadas para a entrevista que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero concedida à jornalista Renata Lo Prete da Rede Globo no programa Fantástico. Um teaser exibido no “Jornal Nacional” do sábado, 26, demonstra o potencial das revelações feitas pelo diplomata ao programa Fantástico.

Depois da demissão do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, se instaurou mais uma crise no Palácio do Planalto e dessa vez com maior repercussão, envolvendo diretamente desta vez o presidente Michel Temer no foco do problema.

Calero afirma que pediu demissão do cargo após ser pressionado para aprovar a construção de um edifício em área tombada de Salvador, onde o agora também !ex-ministro Geddel Vieira seria um dos beneficiários com a construção, já que é dono de um apartamento no prédio em questão.

Nas redes sociais o ex-ministro Calero admitiu ter gravado conversas com o presidente Temer, entre outros integrantes do governo dito em entrevista ontem no Fantástico.

O presidente Temer é acusado de “enquadrar” Calero para favorecer o amigo e Geddel, ex-ministro da Secretaria de Governo e seu principal articulador político. A oposição, diante da gravidade da situação, já fala em pedir o impeachment de Temer.

O governo até tenta esconder, mas a gravidade da crise é tão grande, mas tão grande que foi capaz de gerar momentos como o de ontem, que reuniu em pleno domingo para entrevista coletiva os três presidentes – Temer [Brasil], Calheiros [Senado] e Rodrigo Maia [Câmara], para uma demonstração de tranquilidade, desmanchada por Temer e a sua insegurança nas palavras durante a entrevista.

A verdade é que a pauta da entrevista era para dar uma satisfação a população quanto o projeto anticorrupção, onde Temer afinou os discursos de Calheiros e Maia, afirmando que o projeto deve ser votado pelo plenário da Casa na próxima terça-feira [29], sem a anistia a crimes eleitorais.

Mas, Temer estava nervoso e dizia que quando conversar se precavia sempre para não falar muito, dizer palavras de comprometimento. Foi horrível!

 

E o senador Agripino Maia presidente do DEM e Aliado do Planalto, Zé disse que tem que dar ao presidente Michel Temer [PMDB] a chance de se defender, onde seja, a chance que Dilma não teve.

Agripino diz ainda que os fatos que envolvem Gerdel e Temer não geram “crise” no governo.

“O assunto tem que ser melhor explicado. Em que contexto [Calero] deu essa declaração? Depois tem que ser dada a oportunidade ao presidente para que ele dê sua versão. Mas não tem crise. São fatos que se sucedem, seria melhor que não estivessem acontecendo, mas não chega a significar uma crise”, disse Agripino.

senado_ppecOs senadores aprovaram em primeiro turno com 58 votos favoráveis e 13 contrários, a Proposta de Emenda à Constituição [PEC] 36/2016, que acaba com as coligações partidárias nas eleições proporcionais (vereadores e deputados) e cria uma cláusula de barreira para a atuação dos partidos políticos. O objetivo é diminuir o número de legendas partidárias no país. A PEC ainda terá de ser votada em segundo turno pelos senadores antes de ser enviada para a Câmara, o que deve ocorrer até o fim do mês.

De acordo com o texto, as coligações partidárias nas eleições para vereador e deputado serão extintas a partir de 2020. Atualmente, os partidos podem fazer coligações, de modo que as votações das legendas coligadas são somadas e consideradas como um grupo único no momento de calcular a distribuição de cadeiras no Legislativo.

Políticos que se elegerem por partidos que não tenham sido capazes de superar a barreira de votos terão asseguradas todas as garantias do mandato e podem mudar para outras legendas sem penalização. Em caso de deputados e vereadores, os que fizerem essa mudança não serão contabilizados em benefício do novo partido no cálculo de distribuição de fundo partidário e de tempo de rádio e televisão.

serra_liderancas_politicas_religiosasO ministro das Relações Exteriores, José Serra, recebeu no Itamaraty nesta quinta-feira [10], um grupo de lideranças religiosas. Foi entregue a ele um manifesto de apoio à Israel, pedindo que o Brasil busque mais equilíbrio e imparcialidade nas resoluções das Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura [UNESCO] sobre a preservação do patrimônio cultural e religioso da Palestina.

Liderados pelo pastor e deputado federal Roberto de Lucena [PV/SP], participaram da reunião os pastores Paulo de Tarso Fernandes, Arles Conde Marques, Francisco Maia Nicolau, Hudson Medeiros Teixeira, Sinomar Fernandes da Silveira e Valnice Milhomens Coelho. Eles fazem parte do Conselho Apostólico Brasileiro.

Também estavam presentes o representante das Igrejas Bola de Neve, pastor Felipe Andrade Parente, o responsável Geral das Igrejas G12 no Brasil, Laudjair Carneiro Guerra e a representante da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do DF, Clarita Costa Maia.

José Serra garantiu que está empenhado para encontrar uma saída. “Vamos nos mobilizar novamente acerca deste tema na próxima sessão deliberativa ano que vem”. O ministro esclarece que, se não houver avanços, o Brasil poderá votar contra. A próxima Sessão Deliberativa do Comitê Executivo da Unesco irá ocorrer em abril de 2017.

Através da internet, estão sendo colhidas assinaturas de evangélicos a favor de Israel. O abaixo-assinado do documentos “Posição dos cristãos brasileiros com relação à Israel, lugares sagrados e o povo judeu”, pode ser acessado pelo site Change.org.

As lideranças evangélicas esperam reunir milhares de assinaturas até a próxima reunião com o ministro Serra, quando lhe entregará uma cópia do abaixo-assinado. O encontro será após a Festa do Purim, dia 8 de março de 2017. A data relembra a história bíblica de Ester, que ajudou a salvar os judeus no Império da Pérsia.

O deputado federal Rafael Motta recebeu prefeitos eleitos do Rio Grande do Norte para um almoço nesta quarta-feira, 8 em Brasíliarafael_Motta_Prefeitos_Brasilia

Rafael recepcionou os eleitos em 2 de outubro em almoço no Restaurante Inácia, na Capital do apaís, do proprietário potiguar Luís Carlos.

Os prefeitos participavam do seminário ‘Novos Gestores’ em Brasília, promovido pela Confederação Nacional dos Municípios [CNM].

Foram recebidos por Morta os eleitos nos municípios de Areia Branca, Barcelona, Campo Grande, Campo Redondo, Coronel João Pessoa, Extremoz, Felipe Guerra, Goianinha, Ipanguaçu, Jaçanã, Jandaíra, Jundiá, Monte das Gameleiras, Parazinho, Passa e Fica, Ruy Barbosa, São Francisco do Oeste, São Tomé, São Vicente, Serra Negra do Norte, Upanema, Várzea e Venha Ver.

O Partido Social Cristão [PSC] esclarece, por meio do seu departamento jurídico, que Vitor Abdala Nósseis foi presidente do PSC durante 30 anos, desde a sua fundação, em 1985, até 2015. Em um processo democrático de alternância de poder, ocorrido durante convenção partidária legítima, Nósseis foi sucedido por Everaldo Dias Pereira na presidência do PSC, eleito por unanimidade, no dia 17 de julho de 2015.

Nósseis passou, então, a ocupar o cargo de Presidente de Honra do PSC – também ficou responsável pelo desenvolvimento dos trabalhos da Fundação Pedro Aleixo, onde está até os dias de hoje como vice-presidente. Tudo está registrado em ata notarial [lavrada no 1º Ofício de Notas e Protestos de Brasília-DF, Livro 0007-AN, fl. 081].

Ocorre que Nósseis não aceitou a sucessão.

Inconformado em ter perdido a presidência nacional do PSC, vem proferindo uma série de ataques infundados ao presidente nacional do partido, Everaldo Dias, e ao seu secretário Geral, Antonio Oliboni.

Nósseis impetrou ação na 25ª Vara Civil de Brasília [processo nº 2015.01.1.111705-0], contestando a legitimidade da Convenção e perdeu. Ele também informou ao MP de Fundações de Belo Horizonte sobre essa suposta denúncia agora feita ao juiz Sergio Moro. Porém, mais uma vez, não obteve sucesso – o promotor entendeu que os fatos não são da competência daquela Promotoria de Justiça Especializada.

O PSC lamenta que a Operação Lava Jato, a maior operação de combate à corrupção já realizada no país, esteja sendo usada como objeto de disputa pessoal por um dos seus quadros.

Entenda à nota:
A nota do partido acima responde a uma denuncia de Vitor Abdala Nósseis que é um dos fundadores do Partido Social Cristão [PSC] e, fez uma denúncia curiosa. Enviou uma petição ao juiz federal Sérgio Moro, pedindo que a força-tarefa sediada em Curitiba, investigue o presidente da sigla, pastor Everaldo Dias Pereira e o secretário-geral do PSC, Antônio Oliboni.

Novos reajustes em salários para o executivo e parlamentares no município de São José de Mipibu começa a despertar revolta nos cidadãs mipibuense. É que enquanto o município declara crise econômica e medidas de contenção de despesas e atraso em pagamentos a fornecedores e na folha ao mesmo tempo no DOM, o prefeito Alindo Dantas anuncia aumento para vereadores e para prefeito.

A partir de janeiro, o subsídio do gestor do Executivo passará para 18.000,00 [dezoito mil reais]. Para a Câmara, cada vereador  passará a receber 7.500,00 [sete mil e quinhentos reais]. Secretários Municipais e Chefe de Gabinete, também, estão rindo à-toa, pois seus salários serão de 6.000,00 [seis mil reais].

A medida chamou a atenção da população que repudia maciçamente nas redes sociais, onde se manifestaram contra a incoerência. A insatisfação não ficará apenas nas Rede Mundial, na cidade pessoas já se organizam um movimento para questionamento e protesto na câmara municipal, na próxima terça-feira [8], a partir das 18h.

Um bom exemplo esse da população de São José de Mipibu, que pode ser copiado e aplicado.

Em Macau a situação financeira da prefeitura não é diferente. Exemplo disso são os salários de servidores em atraso, assim como os de vários fornecedores. Ma o assunto entre novos e velhos parlamentares, são a eleição da câmara e o aumento salarial do executivo e parlamentares.

rodrigo_maiaO PSDB já admite apoiar a reeleição do deputado Rodrigo Maia [DEM-RJ] para presidência da Câmara em fevereiro, caso o parlamentar consiga viabilizá-la juridicamente. O apoio é defendido por aliados dos três principais caciques tucanos: o senador Aécio Neves [MG], presidente nacional da legenda; o ministro das Relações Exteriores, José Serra; e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

UngerTHAIS BILENKY, de SÃO PAULO – Ex-ministro de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Mangabeira Unger, 69, elogia a ascensão política dos evangélicos e diverge da interpretação de que a eleição municipal representou o avanço da direita e do conservadorismo pelo país.

Definindo-se como “pensador de esquerda”, o ex-peemedebista, hoje filiado ao PDT, colabora com a possível candidatura de Ciro Gomes à Presidência em 2018. Em entrevista à Folha, disse que o governo de Michel Temer mostra “falência intelectual”.

Folha – Quais as consequências da ascensão política dos evangélicos?

Mangabeira Unger – O desmerecimento preconceituoso dos evangélicos é um dos maiores escândalos de nossa vida nacional. Eles encarnam a nova consciência que se afirma no país: cultura de autoajuda e de iniciativa.

Difunde-se essa consciência a partir de pequena burguesia empreendedora, evangélica e católica, e alcança número crescente de trabalhadores mais pobres.

A teologia da prosperidade pode ser produtiva economicamente?

O cerne da teologia neopentecostal não é o culto da prosperidade conquistada pelo esforço individual; é a reverência pelo empoderamento dos crentes. Há muito a criticar, a começar pela tentação de isolar-se em comunidades pautadas por padrões superiores de conduta em vez de lutar para reconstruir as instituições econômicas e políticas. Se estiver, porém, calcada no desrespeito e no desconhecimento, a crítica não presta.

Então, é positiva a ascensão dos evangélicos para o país?

Como pode não ser boa se são mais de 40 milhões de brasileiros? Como se pode imaginar vida política no país sem a sua participação? É uma distorção da ideia republicana imaginar que as pessoas não possam legitimamente inspirar as suas convicções políticas em convicções religiosas.

Há setores na esquerda que acham incompatível ter simpatia pelo segmento evangélico e empreendedor.

A ideia central da esquerda –do único tipo de esquerda que vale a pena preservar– é a concepção do engrandecimento dos homens e das mulheres comuns. A diminuição das desigualdades é acessória a esse objetivo. Não repitamos no Brasil a trajetória calamitosa da esquerda europeia, que demonizou a pequena burguesia, ajudando a convertê-la em sustentáculo dos movimentos de direita e distanciando-se das aspirações reais dos trabalhadores.

As eleições municipais representam vitória para a direita?

A interpretação de que a eleição foi avanço da direita e do populismo sem definição programática é distorcida.

Vários dos políticos eleitos são classificados como de direita porque são próximos a essa pequena burguesia empreendedora a que me referi. A esquerda gosta de vê-los como conservadores e seus representantes, portanto, como políticos de direita, mas eles não se veem assim.

O que mostram os resultados?

O eleitor tratou de sobreviver: defender-se e resguardar sua comunidade. Desprezou rótulos ideológicos convencionais. Escolheu sem levar a sério o discurso que os partidos preferem porque imaginam, falsamente, que o povo quer açúcar.

Confia na saída da crise pelo programa do governo Temer?

O governo que acaba de ascender na onda do desastre apresentou como fórmula o corte das despesas públicas, condição necessária, porém radicalmente insuficiente.

Ao cingir-se a essa fórmula, as forças que tomaram o poder decretaram falência intelectual: não têm a menor ideia do que fazer, a não ser trancar o cofre e deixar chaves nas mãos dos credores da dívida pública, na esperança vã de que tanta obediência produza muito investimento.

O resultado desabará sobre a cabeça da maioria trabalhadora.

Folha Uol

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